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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Só o acaso estende os braços a quem procura abrigo

Chove na Cidade,
Porém uma nova história
A ser estudada em forma de chuva
O Povo corre procura abrigo e pede ajuda .
Deslizamento no barranco
Sofrimento no barranco . . .

" Sinta Aquela única gota
e nós encontraremos tempo
para dançar ... "

Chove na cidade
A culpa é da chuva ?
Tragédia anunciada ?
Senhor Governador vem dormir na minha casa
no alto do morro , no barranco , área de risco ?
No Entanto ...
Não tenho não ganhei um palácio de presente pra morar ...
A Dona Zilda , A Dona Maria e a Dona Conceição
Levantou a voz ao dizer isto : Com dor no coração !


" Sinta aquela única gota
e nós encontraremos tempo para dançar "

E o Dia será que vai passar ?
Essa memória já é eterna e alagada
Mas eu quero dizer

" E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.
Tudo passa , tudo passará "


Chove na cidade
porém uma nova história
Cuja a fábula que diz que somos as formigas
explica :
A Chuva é passageira mas a dor não .

Um Menino no meio da cidade sozinho Cantando :

" Sinta aquela única gota
e nós encontraremos tempo
para dançar .
Estamos fazendo uma parada
O espaço da geração ... "

4 comentários:

carol sakurá disse...

Olá!Adoro sua veia poética realista!
Agradeço pelo coment na coluna do Vascão.
De fato,me emocionou.Coisa mais linda!
'Disciplina é liberdade"
Grande abraço!

Lucia Constantino disse...

Grande poema, Caio!!! -- para meditarmos, refletirmos, nos emocionam as tuas palavras -- tua consciência da vida, do caminhar dos seres, de suas dores mais profundas. Assim, poeta, nos unimos em pensamento buscando saídas para as mazelas de nossa humanidade -- gritamos nossa revolta, nossa forma de enxergar o mundo tão diferente daquela que muitos enxergam -- queremos vida digna para todos, sem a necessidade de colocarmos os seres em degraus para classificá-los. O morro inteiro está dentro de nós e suas necessidades são as nossas -- só assim seremos dignos de sermos pertencentes a raça realmente dita "humana". Parabéns pelo seu belo poema. Um grande beijo pra ti, meu querido poeta.

Lucia Constantino disse...

Caio, meu querido amigo poeta, boa tarde! Passei pra lhe dizer que se vc. entrar no meu blog e não encontrar alguns poemas - inclusive alguns que vc. comentou - é porque estou preparando a publicação de um livro e eles foram incluídos e consequentemente, os retirei do blog. Um grande beijo pra ti, meu querido amigo, volto logo.

Elem disse...

Muito bom o texto!!!

O Pra que Mesmo está com saudade dos seus comentários!! Apareça!!